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O tempo passou e o tema ERP Selection retornou ao topo da lista de preocupação dos executivos, principalmente dos de negócio. A dependência dos sistemas de informação integrados tomou tamanha proporção que hoje a indisponibilidade ou a baixa performance impactam diretamente o negócio. Quem já não esteve impossibilitado de realizar uma aquisição ou prestação de serviços por falta de sistema ou problemas no site, assim como desistiu de uma compra devido o tamanho da fila no caixa?

Empresas que escolheram seu ERP alguns anos atrás questionam se o sistema selecionado continua sendo a melhor opção. Isto nos casos onde os usuários estão satisfeitos com o sistema, mas nem tudo são flores, em muitas empresas os usuários não confiam no sistema, fazem controles paralelos para confirmar a informação. E por falar neste tema, basta relembrarmos do trocadilho: ERP – “Excel Rodando Planilhas”. É chegada à hora de encarar os fatos e repensar os sistemas?

Alguns setores, como o Varejo, que ainda não estenderam as funcionalidades dos sistemas integrados até suas lojas físicas ou virtuais iniciam o grande desafio de encontrar solução tecnológica aderente as suas necessidades atuais e parceiro na transformação de seu negócio advindo do comércio eletrônico e o crescimento do poder de consumo do brasileiro. Desde o caixa até o BackOffice financeiro.

Como se não bastasse todo o risco envolvido no projeto de implantação de ERP, os varejistas, por exemplo, assim como os provedores de sistemas e integradores de ERP têm o imenso desafio de encontrar o modelo de custo x beneficio para que esta relação de longo prazo e, com consequências traumáticas caso ocorra um rompimento, seja bem estruturada desde o início.

O impacto ao negócio é tamanho que hoje existem consultorias especializadas em auxiliar seus clientes na seleção de seus sistemas, seja ERP, e-commerce ou CRM. Estas consultorias unem o conhecimento da particularidade de cada tipo de negócio, a extensa experiência em acompanhamento de implantação de sistemas ERPs e a utilização de metodologias consistentes e testadas em diversos clientes contemplando desde o mapeamento dos requisitos funcionais, análise de propostas, realização de provas de conceito e estudo do impacto financeiro.

A aquisição de um sistema de informação é estratégica, deve ser planejada e exige o trabalho de um time de profissionais formados pelas áreas de negócio, finanças, sistemas e também infra-estrutura. Este time deve aprofundar junto aos fornecedores quais são as funcionalidades do sistema e sua aderência as necessidades do negócio, quais serão as customizações e como funcionarão as integrações, qual o custo de licença e manutenção ao longo do tempo e, principalmente, que infra-estrutura se faz necessária para possuir um sistema performático.

Tudo isso parece óbvio, mas a experiência demonstra que ainda se compra sistema integrado sem ao menos entender o que cada um dos produtos adquiridos é capazes de fazer, para que servem todos aqueles outros softwares comprados, e o tal do QA serve para que mesmo?

 Acesse o blog do professor Sérgio Alexandre, na Information Week

Sérgio Alexandre Simões, Mestre em Tecnologia da Informação, Engenheiro Eletrônico (FEI), pós-graduado em Administração &  Finanças pela FIA (UNIFEI). É coordenador e professor na FIAP desde 2004 para as disciplinas de Governança de TI, Gestão de Riscos e de Segurança da Informação. Possui 20 anos de experiência em serviços de auditoria e consultoria, sendo que é sócio da PwC Brasil e atua nas áreas de CIO Advisory, IT Risks, IT Security e IT Sourcing. É certificado CISM e CRISC pelo ISACA e é especialista em TI para a indústria de Consumo e Varejo.

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