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Inovação no desenvolvimento de ecossistemas de inovação

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Novas teorias de desenvolvimento empresarial estão começando a alterar um dos paradigmas que reinou sobre as formas de criar e capturar valor ao longo de uma cadeia de produção. Gestores e executivos buscaram sempre maximizar os ganhos e as formas de captura de valor para suas organizações, criando um ambiente de competição extremamente acirrada. O que se observou é que em alguns casos essa competição começou a desempenhar menos do que em ambientes baseados em outro paradigma: a distribuição de valor como elemento de aumento de competitividade.

A criação de ecossistemas de valor compartilhado começou a ser explorada por empresas como um modelo de desenvolvimento empresarial. Porter, também conhecido autor das técnicas de análise de vantagem competitiva, começou a reformular sua visão sobre o compartilhamento de valor no ambiente empresarial. Em 2011, em seu artigo "Creating Shared Value" na HBR, ele entende que as empresas ainda olham a criação de valor com uma lente pouco ampliada:

"They continue to view value creation narrowly, optimizing short-term financial performance in a bubble while missing the most important customer needs and ignoring the broader influences that determine their longer-term success."

A conclusão é que é possível criar mais (e melhor) valor ao longo de uma cadeia se parte deste valor consegue ser compartilhado entre diversos atores que auxiliam a endereçar, ao mesmo tempo, questões socio-econômicas relevantes de uma comunidade. Estudos recentes focam estes modelos não centralizados e mostram que as empresas que conseguem atuar em cadeia de valor compartilhada estão crescendo mais (e melhor).

Os ecossistemas de inovação podem ser criados a partir de três principais fatores:

1- Ter um propósito compartilhado para a geração de valor;

2- Ter relações de confiança e reciprocidade que abaixem o custo sistêmico de se inovar dentro do ecossistema, e

3- Ter espaços de liberdade para a discussão e diálogo entre todos os atores.

Nos últimos dois anos trabalhei com empresas e associações que buscaram desenvolver este tipo de abordagem. Mas, apesar de recentes avanços, os atores da inovação no Brasil ainda enfrentam problemas típicos de um sistema relativamente jovem, como dificuldades em aspectos jurídicos e em viabilizar seus projetos. Ainda há um vale entre institutos de ciência e tecnologia, o setor produtivo e a sociedade.

Muitas empresas preferem desenvolver parceiros tecnológicos fora do Brasil, seja por fatores econômicos, pelo senso de imediatismo ou por uma cultura que ainda precisa evoluir nesse sentido. As nações mais maduras em inovação possuem ecossistemas diversos e adensados, e, assim, é natural que consigam realizar projetos mais robustos.

No Brasil ainda são realizadas em maioria inovações mais pontuais, além de serem menos frequentes as inovações sistêmicas e sociais. Estes são, ao meu ver, alguns dos desafios e as tendências para o progresso do país nesse campo: envolver empresas em posições diferentes na cadeia de valor para promover inovações em rede e de modelo de negócios que enderecem problemas socio-econômicos relevantes.

Temos bons exemplos de como trabalhar com inovação ao longo das cadeias de valor, seja envolvendo fornecedores e/ou clientes, ou até mesmo ampliando as possibilidades de inovação para a comunidade e a sociedade. Precisamos expandir estes exemplos para ajudar a criar um ambiente mais inovador.

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