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Como criar conexões genuínas em eventos e ecossistemas de inovação

Publicado

02 de dezembro

conexoes genuinas
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Resumo

A habilidade de criar conexões é algo que pode (e deve) ser treinado ao longo da sua carreira. Alguns hacks podem te ajudar a fazer isso de forma mais leve e de forma a gerar conexões reais, não apenas com o objetivo de conseguir algo em troca. 

Num mundo hiper conectado, onde algoritmos filtram informações e interações, a capacidade de construir conexões genuínas se mostra como  o verdadeiro diferencial competitivo. Profissionais e empresas não buscam o tal networking para simplesmente trocar cartões. Eles buscam a sua tribo: grupos onde exista confiança mútua e onde a construção de relacionamentos autênticos seja um gatilho para gerar inovação real. 

Mas como cultivar essas conexões de maneira genuína, especialmente em ambientes que, à primeira vista, parecem dominados pela competição? 

Networking vs. Conexões genuínas: entenda as diferenças 

O networking é frequentemente visto como uma atividade puramente utilitária. Ele se concentra na quantidade de contatos e evoca a clássica imagem da troca de cartões de visita em eventos. O objetivo é o acesso rápido a uma oportunidade ou recurso. A interação é como uma transação. 

Ao pensarmos no networking como uma forma de conexão genuína, por outro lado, o foco muda para a qualidade e a autenticidade das conexões entre duas ou mais pessoas. A conexão genuína vai além da troca de informações profissionais rasas e mergulha na confiança mútua e no interesse real pelo outro. Em sua essência, essa abordagem é a pedra angular da inovação colaborativa. 

Uma pesquisa da Harvard Business Review (HBR) sobre redes de líderes apoia essa distinção, mostrando que o tamanho da rede não é o que define o sucesso, mas sim a sua estrutura e a diversidade dos laços que a compõem. 

Em vez de focar em “quem eu conheço que pode me ajudar?”, a conexão genuína inverte a lógica e pergunta:  

“Como eu posso, com meu conhecimento e minhas habilidades, ajudar o outro a alcançar seus objetivos?”.

Essa visão se conecta diretamente ao modelo proposto por Adam Grant, professor da Wharton School, em Give and Take (2013), no qual ele descreve três perfis de reciprocidade dentro das relações profissionais: os Givers (doadores), que oferecem ajuda de forma generosa; os Takers (tomadores), que buscam maximizar ganhos pessoais; e os Matchers (trocadores) 

É o Giver que, a longo prazo, constrói uma ótima reputação e se torna o núcleo de uma rede de confiança. 

A força da autenticidade 

A autenticidade exige que você se apresente sem a “armadura” da autopromoção. Ser transparente sobre seus desafios, aprendizados e até mesmo suas falhas pode ser muito mais forte do que a imagem de perfeição. É a partir desse lugar de vulnerabilidade que as conexões mentais entre duas pessoas aparecem. Em resumo, o networking intencional, ou genuíno, exige: 

  • Foco: qualidade sobre quantidade. 
  • Mentalidade: dar valor antes de esperar receber. 
  • Resultado: relações de confiança que ultrapassam os limites do evento. 

A importância das conexões entre pessoas para a inovação e o futuro do trabalho 

As discussões sobre o futuro do trabalho mostram uma necessidade crescente de habilidades humanas que complementem a eficiência da IA, como pensamento crítico, criatividade, empatia e colaboração

Neste cenário, a inovação não é mais um esforço solitário, mas um fenômeno de ecossistema. E, apesar de falarmos em futuro do trabalho, é uma realidade já do presente. 

Ecossistemas de inovação: o tecido social da confiança 

O MIT Sloan define os Ecossistemas de Inovação como locais que engajam cinco tipos principais de stakeholders: instituições de pesquisa, empreendedores, corporações, investidores e governos. Todos eles são ligados por um forte tecido social de interesse mútuo, necessidades complementares e confiança.  

Nesses ambientes, a proximidade física e a interdependência entre todos são cruciais, principalmente nos estágios iniciais da inovação. A troca de conhecimento, a colaboração e a capacidade de aprender são aceleradas por meio de conexões pessoais e da confiança construída, que permite que o risco seja compartilhado e o conhecimento flua livremente. 

As grandes empresas sabem bem disso. As comunidades de desenvolvedores, como os Google Developer Groups e a IBM Developer Community são exemplos práticos de como essas conexões impulsionam a inovação. Essas comunidades promovem eventos e workshops que não apenas capacitam tecnicamente, mas também criam um espaço para o networking intencional e a colaboração. 

O paradoxo do Hackathon: colaboração na competição 

Como o ambiente de um hackathon, por exemplo, é colaborativo, se o objetivo é uma competição? A resposta reside no conceito de Givers, que comentamos acima, e no objetivo do ecossistema.  

Embora as equipes estejam competindo pelo prêmio final, o ambiente geral é de extrema colaboração. Um desenvolvedor pode ajudar um time vizinho a resolver um bug de infraestrutura, ou um designer pode dar um feedback rápido sobre a usabilidade de um protótipo alheio. Por quê? Porque o objetivo maior não é apenas vencer, mas alavancar o ecossistema

A troca de conhecimento durante a competição eleva o nível de todas as soluções e fortalece a comunidade. Quem compartilha e se doa (o Giver) ganha reputação, acesso a novas conexões de pessoas e acaba se tornando a pessoa mais procurada para futuras parcerias, independentemente do resultado. A colaboração é a inovação em ação

Estratégias para cultivar conexões com pessoas em eventos 

Criar conexões com pessoas que sejam verdadeiramente recíprocas exige preparo e uma mudança de foco. Deixe de lado a mentalidade de “colecionador de cartões” e adote a mentalidade de “curador de relacionamentos”. Aqui estão algumas estratégias: 

  1. Mapeie o Ecossistema: quem são os palestrantes? Quais empresas e startups estão patrocinando ou apresentando? Quais são os temas que te movem? 
  1. Seja flexível: pesquise os participantes e palestrantes, mas esteja aberto a conversas inesperadas. A espontaneidade pode levar a encontros mais significativos. 
  1. Defina seu ganhos: não se trata do que você quer receber, mas do valor que você pode oferecer. Se você é um especialista em Machine Learning, pense em como esse conhecimento pode agregar a um desenvolvedor de front-end ou a um gestor de produto. 
  1. Participe de atividades interativas: hackathons, workshops e sessões de brainstorming são excelentes para construir conexões em um contexto prático e colaborativo.  
  1. Escuta Ativa (80/20): dedique 80% do tempo a ouvir e 20% a falar. Faça perguntas abertas e genuínas, focadas na jornada e nos desafios do outro, e não apenas no cargo dele.  
  1. Seja uma ponte de valor: se você percebe que a pessoa X está com um desafio, e você sabe que a pessoa Y tem a solução, atue como ponte. Conecte-os sem esperar nada em troca

Erros que prejudicam conexões profissionais e como evitá-los 

Para construir uma rede de alta qualidade, é tão importante saber o que fazer quanto o que evitar. São, muitas vezes, erros de postura que transformam o networking em algo frio e contraproducente. 

A armadilha da vitrine 

O erro mais comum é tratar a interação como uma vitrine de  autopromoção. Chegar a um evento  começar imediatamente a falar sobre seu currículo, seu cargo ou sua startup sem antes entender o contexto e a pessoa com quem você está falando, é um grande obstáculo. 

Como evitar: aborde a conversa com a mentalidade de aprendizado. Se o seu foco é apenas vender, você não está buscando conexões genuínas, mas sim clientes.  

O colecionador de contatos 

Acumular centenas de conexões no LinkedIn ou de cartões de visita não é um sinal de sucesso, e sim de uma abordagem superficial e ineficaz. Redes menores, mas com laços fortes, trazem resultados melhores. 

Como evitar: foque sua energia em aprofundar as 5-10 conexões mais promissoras e significativas, em vez de tentar gerenciar 100 interações vazias. 

O pedinte 

Abordar uma pessoa de influência e, em menos de cinco minutos de conversa, fazer um pedido de emprego ou investimento demonstra uma falta de consideração e respeito pelo tempo e pela jornada de construção de confiança. 

Como evitar: respeite a jornada do relacionamento. Conexões genuínas não são construídas em poucos minutos. 

Como manter conexões genuínas e fortalecer sua rede após os eventos 

A construção de uma rede de contatos significativa não termina com o final de um evento. O grande desafio das conexões entre pessoas não é iniciá-las, mas mantê-las vivas. Uma conexão genuína é um ativo que exige nutrição. 

A regra do acompanhamento 

Nunca deixe a conexão esfriar. Dentro de 24 a 48 horas após o evento, envie uma mensagem personalizada às pessoas que você identificou como parte da sua “tribo”. Mostre que você se lembra dos detalhes da conversa anterior ou dos interesses da pessoa. 

Participe de projetos colaborativos 

Engajar-se em projetos de código aberto, hackathons ou iniciativas de inovação com pessoas da sua rede é uma das formas mais eficazes de aprofundar conexões genuínas. Trabalhar em conjunto em um objetivo comum cria laços fortes e demonstra a capacidade de cada um em um contexto prático. 

O poder dos laços fracos (Weak Ties) 

Laços fracos (weak ties) são aqueles que, embora não sejam as conexões genuínas de maior confiança (os laços fortes), possuem potencial de trazer novas informações e oportunidades para a sua rede, pois conectam você a grupos e ecossistemas fora da sua bolha. 

Uma boa maneira de nutri-los é curtir e comentar posts e artigos de seus contatos no LinkedIn, parabenizá-los por novas conquistas ou encaminhar um artigo que você sabe que será relevante para o trabalho deles. Esse toque leve e recorrente mantém a porta aberta para futuras colaborações. 

A revolução tecnológica não está apenas nas linhas de código 

A forma como reinventamos a colaboração humana e criamos conexões genuínas em ecossistemas de inovação é uma habilidade que demanda intencionalidade, generosidade e, acima de tudo, autenticidade. É um investimento no capital humano que a tecnologia jamais poderá substituir. 

Em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e Inteligência Artificial, a grande diferença é justamente aquilo que a tecnologia não pode replicar: a vulnerabilidade, a emoção e a capacidade de gerar confiança

Como aprender sobre networking e conexões genuínas?  

Aprender a fazer networking intencional é algo que precisa de prática; é no dia-a-dia que isso é desenvolvido. Mas é possível conhecer um pouco de teoria e da experiência de outras pessoas, através de eventos, livros e até em séries de TV.  

Um bom exemplo de como ir além do tradicional no networking é estar junto de pessoas que tenham o mesmo propósito que você. Seja em cursos ou eventos, é possível se conectar a outras mentes que também querem inovar.  

Na FIAP, criamos ambientes que aproximam estudantes, empresas e especialistas por meio de iniciativas baseadas na colaboração prática e no intercâmbio de conhecimento. Por exemplo, o Connect Summit 2025, que aconteceu em outubro.  

Mas engana-se quem pensa que foi apenas um evento acadêmico. O encontro ofereceu uma experiência imersiva e prática, com quatro dias de conteúdo, networking e certificação gratuita, reunindo especialistas, executivos e líderes de mercado em torno de temas como Inteligência Artificial, inovação corporativa e transformação digital.  

Para que os participantes pudessem se conectar e criar conexões reais, foram criadas dinâmicas específicas e sessões de mentoria. Tudo para proporcionar um ambiente no qual a colaboração acontece de forma espontânea e genuína. 

Além de eventos como o Connect Summit, também é possível aprender com livros, filmes e até seriados. Pedimos a alguns professores para nos dar sugestões, veja só:  

Livros:  

  • Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie (editora Sextante) – o livro está na 52ª edição – ele foi lançado em 1936, e a edição mais atualizada é de 2019. Apesar da “muita idade”, é um conteúdo que segue muito atual, pois trata de comportamentos que nunca saem de moda: empatia, escuta ativa, conexão genuína e influência positiva.  
  • Hábitos Atômicos: um método fácil e comprovado para criar bons hábitos e eliminar os maus, de James Clear (editora Alta Life)  mostra que grandes redes de contato não nascem do dia para a noite, mas de pequenas ações consistentes que constroem confiança a longo prazo. 
  • Construindo conexões poderosas: com alto impacto para carreira e negócios, Vários Autores (Editora Conquista) – um guia prático que transforma o networking, de um conceito abstrato em uma estratégia tangível para alavancar carreira e negócios. 
  • Mecanismo do Networking: como relacionamentos profissionais aceleram sua carreira e abrem oportunidades, de Marcelo Miyashita (editora Miyashita Consulting)  desmistifica a “arte” de se relacionar, apresentando uma metodologia clara para quem deseja acelerar oportunidades profissionais com técnica e não apenas intuição.  

Filmes, Séries e Talks 

  • A Rede Social (2010)  para refletir sobre a ironia de criar a maior ferramenta de conexão do mundo enquanto as relações pessoais reais se desfazem por ambição. Onde assistir: disponível para aluguel na Apple TV ou Prime Video 
  • Suits (2011-2019)  a série é uma aula sobre lealdade, mentoria e como a confiança mútua é a moeda mais valiosa em ambientes de alta pressão. Onde assistir: Netflix 
  • Billions (2016-2023)  oferece uma visão crua sobre jogos de poder, ilustrando como alianças estratégicas e a influência bem gerida definem quem sobrevive no topo do mercado. Onde assistir: Paramount+ 
  • Joy: o nome do sucesso (2015): a jornada de uma empreendedora prova que ninguém vence sozinho: saber identificar quem são seus verdadeiros aliados (e quem não são) define o sucesso do negócio. O filme traz várias lições de networking com intencionalidade. Onde assistir: Disney+ 
  • Networking Doesn’t Have to Feel Gross  neste TED Talk, Daniel Hallak propõe uma mudança de mentalidade fundamental: deixar de ver o networking como uma troca de interesses (“o que eu ganho?”) para se tornar um investidor generoso nas relações (“o que eu posso oferecer?”). Onde assistir: YouTube oficial TED Talks 

Criar conexões genuínas é parte do DNA de quem forma os profissionais do futuro. Este conteúdo foi curado por líderes que estão diariamente em nossos corredores, conectando alunos às demandas reais do mercado:

Imagem de Redação FIAP

Autora

Redação FIAP

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