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Inovação

Onde a inovação acontece: navegando pelo ecossistema de laboratórios, startups e comunidades

Publicado

13 de janeiro

inovacao tecnologica
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Resumo

Seja em um laboratório futurista, em uma garagem bagunçada ou em uma sala de reunião, a inovação nasce quando alguém olha para um problema e diz: “existe um jeito melhor de fazer isso”. A sua oportunidade é entender onde você se encaixa e começar.

Quando pensamos em inovação tecnológica, a imagem que vem à cabeça de muita gente ainda é a de um filme de ficção científica: um laboratório branco, futurista, isolado do mundo, onde cientistas solitários de jaleco branco testam protótipos em uma grande corporação global.

Ok, esses laboratórios existem e têm um papel importante. Mas a inovação não é um evento isolado e nem acontece de forma padrão, muito menos em um único local. A realidade é, na maior parte das vezes, bem mais caótica (e interessante) do que isso: inovação acontece em um ecossistema, que envolve universidades, startups, governos e comunidades globais.

Inovar vai muito além daquela “ideia genial”. O que move a inovação tecnológica é a capacidade de resolver problemas reais, de forma escalável, utilizando tecnologia e dados para gerar impacto nos negócios e na sociedade.

As três camadas da inovação tecnológica

Antes de falarmos sobre “onde”, precisamos alinhar o “o quê”. No dia a dia do mercado, o termo inovação tecnológica é usado de forma muito ampla, misturando conceitos que são diferentes.

Podemos dividir a inovação em três grandes camadas que se sobrepõem:

  • Inovação científica: Focada na pesquisa pura, é onde surgem descobertas como novos materiais ou avanços fundamentais em redes neurais. Muitas vezes ainda não tem aplicação prática imediata. Aqui, o foco é expandir a fronteira do conhecimento humano.
  • Inovação aplicada: É quando a descoberta acadêmica é transformada em algo útil, saindo do conceito para soluções práticas e protótipos viáveis. Aqui entram times de engenharia, UX, produto e negócios.
  • Inovação de modelo de negócio: Onde a tecnologia ganha viabilidade econômica e, em muitos casos, é onde as “ideias brilhantes” morrem. Afinal, a tecnologia não existe por si mesma, ela precisa ser viável, escalável e resolver um problema real de alguém disposto a pagar por ela. Por exemplo, GPS e hotéis não foram inventadas por Uber e AirBNB, mas as empresas inovaram o modelo de negócios e resolveram problemas reais da sociedade.

A inovação tecnológica real acontece quando essas três camadas conversam. E é raro que uma única organização consiga ser excelente em todas elas ao mesmo tempo. É por isso que precisamos de um ecossistema.

Laboratórios corporativos: forças e limitações

Gigantes como Microsoft, Google e Meta possuem recursos massivos para refinamento e escala, o que a maioria das startups e universidades não têm. Com orçamentos astronômicos, acesso a dados em escalas incomparáveis e grandes mentes entre seus pesquisadores, a sua força das grandes empresas reside na capacidade de distribuição e na otimização de tecnologias para o mercado consumidor. ,

Grandes corporações têm, historicamente, um papel vital na inovação. Os recentes avanços em Inteligência Artificial? Boa parte saiu de laboratórios corporativos. Eficiência de processamento, otimização de redes neurais, infraestruturas escaláveis: tudo muito bem desenvolvido ali.

Quando uma gigante de tecnologia decide investir em Computação Quântica ou em IA Generativa, ela pode alocar bilhões de dólares para o problema. No entanto, laboratórios corporativos sofrem frequentemente do dilema da inovação:

  • Aversão ao risco: empresas de capital aberto precisam dar lucro trimestral. Arriscar em uma tecnologia que pode falhar é difícil.
  • Lentidão: a burocracia corporativa pode matar uma boa ideia antes mesmo dela chegar à fase de protótipo.

Esses laboratórios raramente geram inovação científica original. Eles são potentes máquinas de refinamento e aplicação. Pegam pesquisa gerada em universidades, otimizam para escala de produção e, em seguida, monetizam.

Mas a inovação científica requer a liberdade de “falhar em público” e explorar questões sem resposta clara. Isso significa que a maior parte do impacto mais radical de tecnologia não vem de lá. Mas então, de onde vem?

Universidades e centros de pesquisa: onde nasce a coragem para questionar

Se a inovação tecnológica fosse uma árvore, as universidades seriam as raízes. É ali que nasce a Deep Tech, a tecnologia profunda, difícil de replicar e que exige anos de estudo.

O objetivo não é comercializar imediatamente; é estudar e compreender. Pesquisadores têm mais liberdade para explorar questões que podem levar a lugar nenhum.

A internet, o GPS, as telas sensíveis ao toque e os algoritmos que baseiam a IA moderna nasceram em ambientes acadêmicos ou financiados por pesquisa governamental. O papel da universidade é assumir riscos que nenhuma empresa assumiria, com um horizonte de tempo muito maior.

O grande desafio aqui é a lacuna entre descoberta e aplicação. Muitas vezes, a inovação morre na bancada do laboratório ou fica presa em um artigo científico porque falta a ponte com o mercado.

É aí que entram os ecossistemas de inovação.

O papel das startups: velocidade e validação de mercado

Se as universidades são as raízes e as corporações são o tronco robusto, as startups são os novos brotos que crescem em velocidade acelerada nas árvores de inovação. Enquanto universidades são boas em perguntar “por quê?”, as startups são mestres em perguntar “e agora?”. O grande trunfo de uma startup na inovação tecnológica não é ter mais dinheiro ou melhores engenheiros que o Google ou a Microsoft. É a agilidade.

É a agilidade é o principal diferencial das startups, mais do que ter mais dinheiro ou melhores engenheiros que as empresas gigantes.

Para resolver um problema específico, e ter pessoas pagando por isso, startups atuam fortemente na rápida validação de hipóteses através de MVPs (Mínimo Produto Viável). Assim, testam modelos de negócio para tecnologias emergentes em ciclos curtos de feedback real: ou o produto resolve o problema e as pessoas usam, ou não funciona.

Elas são essenciais para o ecossistema porque testam novos modelos de negócio para tecnologias emergentes. Elas provam que existe mercado. Não é à toa que muitas grandes empresas, em vez de tentarem inovar internamente, preferem comprar startups que já validaram a tecnologia.

Comunidades, Hackathons e Hubs: a cola do ecossistema

Talvez você já tenha clareza que a árvore da inovação não é uma planta literalmente. É algo mais para uma árvore de blocos de montar, como Lego. E o que mantém tudo conectado, garantindo que as peças não descolarão? A comunidade.

A inovação tecnológica moderna é colaborativa e, muitas vezes, Open Source. Pense no desenvolvimento de software moderno. A maior parte da infraestrutura da internet roda em código aberto (Linux, Kubernetes, linguagens como Python e JavaScript). Essas tecnologias não pertencem a uma única empresa. Elas são mantidas por comunidades globais de desenvolvedores.

Hubs de inovação e Hackathons funcionam como aceleradores, colocando no mesmo ambiente o estudante, o CTO de um banco, o pesquisador acadêmico e o investidor de risco.

  • Hackathons: são laboratórios de teste rápido onde a criatividade técnica é levada ao limite para resolver problemas reais. Quantas vezes um hackathon levou a uma startup real? Mais do que você imagina.
  • Comunidades: espaços online ou físicos onde o conhecimento circula livremente, acelerando o aprendizado.

Para quem está começando, participar ativamente de comunidades é a forma mais rápida de se expor à inovação, muitas vezes antes mesmo dela chegar aos livros didáticos.

Inovação de produto x Inovação de modelo de negócio

Muitos profissionais de tecnologia caem na armadilha de achar que inovar é apenas lançar uma feature nova, melhorar um algoritmo ou deixar um sistema mais rápido. Isso é o que chamamos de Inovação de Produto. Sem dúvida, ela é importante! A inovação incremental mantém a roda girando e melhora a experiência do usuário.

Mas a inovação que realmente “quebra” o mercado, derruba gigantes e cria novos impérios geralmente não está apenas no código, mas na Inovação de Modelo de Negócio.

Inovação de Produto é criar um DVD player com melhor resolução.

Inovação de Modelo de Negócio é criar a Netflix e mudar a lógica do mercado.

Para o profissional de tech, isso é uma mudança de mentalidade vital: não basta ser um excelente desenvolvedor ou engenheiro de dados. É preciso entender como a tecnologia que você cria gera dinheiro e impacta o mercado.

As empresas mais valiosas do mundo hoje não vendem apenas software, mas sim novos modelos de operar mercados inteiros. Se você consegue alinhar sua capacidade técnica com essa visão de negócios, seu valor profissional dispara e você deixa de ser um “executor de tarefas” para ser um estrategista.

Como as empresas tradicionais estão se conectando

A grande corporação tem códigos legados de 20 anos. Estrutura hierárquica. Processos de aprovação que levam meses. Ao mesmo tempo, precisa inovar para não ficar obsoleta.

Surge aí o conceito de Inovação Aberta (Open Innovation). Em vez de fechar as portas do laboratório, a empresa as abre para o ecossistema. Isso acontece de várias formas:

  • Corporate Venture Capital (CVC): a empresa cria um fundo para investir em startups que tenham sinergia com seu negócio.
  • Programas de aceleração e incubação: a empresa “adota” startups, oferecendo mentoria e acesso a clientes em troca de testar novas tecnologias.
  • Co-criação com universidades: a empresa financia bolsas e laboratórios dentro da faculdade para resolver problemas específicos.

Isso significa que, mesmo trabalhando em uma empresa “tradicional”, você pode (e deve) estar conectado com o que há de mais novo lá fora.

Caminhos de carreira na inovação tecnológica

Agora que mapeamos o terreno, a pergunta mais importante: onde você se encaixa? Não existe um único caminho certo, mas existem perfis diferentes.

  • O intraempreendedor

Você quer inovar, mas em uma estrutura estabelecida? Procure grandes empresas que têm unidades/equipes de innovation. Você terá acesso a recursos, mas precisará navegar a política corporativa. É como ser empreendedor com uma rede de segurança.

  • O empreendedor de startup (Founder)

É quem decide construir o avião enquanto ele cai. Se você quer correr risco, ganhar rápido e ter autonomia total, esse é seu caminho. As deep techs, startups que nascem de pesquisa profunda, oferecem o melhor dos dois mundos: tecnologia rigorosa e velocidade de empreendedor.

  • O pesquisador

É quem atua na fronteira entre a academia e o mercado. O desafio aqui é traduzir a complexidade científica em linguagem de negócios. Você vai precisar de profundidade técnica (mestrado ou doutorado), mas com pragmatismo para entender prazos e custos. Essencial em áreas como Biotecnologia, IA Avançada e Ciência de Dados.

  • O especialista em Hubs e Ecossistemas

Uma carreira nova, focada em conectar as pontas. Se você quer estar no centro do ecossistema, existem posições de Community Managers, Innovation Managers e Tech Scouters em incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos.

A inovação é sobre resolver problemas reais

Ao final do dia, a inovação tecnológica é menos sobre genialidade e mais sobre rigor. Inovação é sobre resolver problemas reais de pessoas reais, de forma mais eficiente, barata ou acessível do que era feito antes.

A tecnologia é o meio, não o fim.

Seja em um laboratório futurista, em uma garagem bagunçada ou em uma sala de reunião, a inovação nasce quando alguém olha para um problema e diz: “existe um jeito melhor de fazer isso”.

O ecossistema está aí, pulsante. Sua oportunidade é entender onde você melhor se encaixa nele e começar.

A única opção que não existe mais é ficar parado.

Quer saber mais? Assista esse episódio do FIAP Cast. Nele, André David troca uma ideia com Stefani Freitas, community manager da PrograMaria, e Pachi Parra, tech community manager e developer advocate, sobre o papel das comunidades tech: como elas criam conexões reais, aceleram carreiras e dão vida a novas ideias que transformam o mercado de tecnologia.

Imagem de Redação FIAP

Autora

Redação FIAP

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