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Inovação

Tecnologia, criatividade e estratégia: as carreiras que transformam inovação em impacto 

Publicado

13 de abril

Tecnologia, criatividade e estratégia: as carreiras que transformam inovação em impacto 
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Resumo

A integração entre tecnologia, criatividade e estratégia está redefinindo o mercado de trabalho. Por isso, a separação rígida entre carreiras “de humanas”, “de negócios” e “de tecnologia” faz cada vez menos sentido. O perfil de um profissional articulador, que une visão de negócio e repertório técnico, é cada vez mais valorizado.

Artigo escrito por André Maluf – professor e coordenador das graduações em administração e em Gestão de Inteligência Artificial na FIAP, consultor em educação corporativa e empreendedor – Linkedin| E-mail

Durante algum tempo, o mercado tratou inovação como uma espécie de sinônimo automático de tecnologia. Bastava mencionar inteligência artificial, automação, software ou dados para que uma iniciativa parecesse moderna, competitiva e, em alguma medida, estratégica. Esse raciocínio ficou raso.

A tecnologia continua sendo parte central das transformações mais relevantes do nosso tempo, mas ela, sozinha, não explica impacto. O que gera resultado concreto é a capacidade de conectar tecnologia a problema real, criatividade a contexto e estratégia a execução.

A ascensão do profissional articulador

É justamente por isso que algumas carreiras passaram a ganhar relevância de um modo diferente. Não necessariamente porque nasceram agora, mas porque passaram a ocupar um lugar mais decisivo dentro das organizações.

O mercado parece valorizar menos o profissional que domina apenas uma ferramenta e mais aquele que consegue articular repertórios. Em vez de uma lógica de especializações isoladas, cresce a demanda por perfis que consigam ler comportamento, compreender tecnologia, organizar decisões, desenhar experiências e transformar tudo isso em proposta de valor. 

O que os dados dizem sobre o futuro?

Os números sustentam essa virada. Segundo pesquisa do LinkedIn, estima-se que 70% das habilidades usadas na maioria dos empregos terão mudado até 2030, com a IA atuando como catalisadora. Além disso:

  • 88% dos executivos C-level consideram a aceleração da IA como prioritária para os negócios. 
  • 51% das empresas que  adotaram IA generativa já relatam aumento de receita de 10% ou mais.  
  • 88% dos executivos C-level consideram a aceleração da IA como prioritária para os negócios.
  • 51% das empresas que já adotaram IA generativa já relatam aumento de receita de 10% ou mais.

O ponto central aqui não é apenas o avanço das ferramentas, mas a reconfiguração do próprio trabalho. O que muda não é só o que se usa, mas como se pensa, decide, cria e entrega valor.

Fim das fronteiras: o novo mindset digital

Nesse cenário, a separação rígida entre carreiras “de humanas”, “de negócios” e “de tecnologia” faz cada vez menos sentido. Áreas como administração, marketing, design, tecnologia, interfaces digitais e até campos mais híbridos, como o desenvolvimento de jogos, começam a conversar entre si com mais intensidade porque o mercado já opera assim.

O problema real de uma empresa não chega dividido em caixinhas disciplinares. Ele chega como desafio de crescimento, experiência, eficiência, posicionamento, produto, comunicação, arquitetura, dados e tomada de decisão ao mesmo tempo. E isso exige profissionais que saibam transitar por essas fronteiras com consistência.

O Fórum Econômico Mundial reforça essa leitura ao mostrar que as habilidades tecnológicas estão, de fato, entre as que mais crescem em importância, especialmente IA e big data, redes e cibersegurança e letramento tecnológico.

Mas o dado mais interessante talvez seja outro: junto com essas competências, também sobem criatividade, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizagem contínua. Em outras palavras, a transformação digital não diminui o valor das capacidades humanas mais complexas; ela aumenta sua importância. Quanto mais tecnologia entra em cena, mais relevante se torna a capacidade de interpretar, conectar, formular e decidir.

Gestão e Marketing: da operação à estratégia

Tudo isso ajuda a entender por que áreas ligadas à gestão seguem centrais, mas por motivos renovados. Hoje, administrar não é apenas organizar recursos ou acompanhar indicadores. É lidar com ambiguidade, decidir com base em evidências, priorizar em ambiente de mudança e transformar inovação em direção. O profissional que atua nesse campo passa a ser menos um operador de rotinas estáveis e mais um articulador de complexidade.

No Marketing, o movimento é similar. A área deixa de ser vista apenas como comunicação para ocupar um espaço estratégico no uso de dados e personalização. Relatório da Microsoft indica que 82% dos líderes esperam usar o trabalho digital para expandir a força de trabalho nos próximos meses.

Isso revela um cenário importante: a IA não está sendo incorporada apenas como ferramenta de apoio, mas como parte da reorganização operacional das empresas. Nesse contexto, profissionais capazes de unir visão de negócio, repertório analítico e leitura crítica de tecnologia tendem a ganhar ainda mais espaço.

Design e a Cultura de Experimentação

Há outro ponto importante nessa discussão: design deixou de ser um elemento periférico. Em ambientes digitais mais densos, design não é apenas aparência, mas compreensão, navegabilidade, confiança, legibilidade e experiência. Isso vale tanto para produtos digitais mais robustos quanto para interfaces, jornadas, presença web e fluxos de interação.

Em um mercado saturado de plataformas, aplicações e promessas tecnológicas, ganha relevância quem consegue transformar complexidade técnica em algo inteligível e utilizável. Não por acaso, à medida que a automação avança, cresce também a importância das funções ligadas a julgamento, empatia, mediação e construção de experiência.

Esse movimento fica ainda mais evidente quando se observa o crescimento do ecossistema técnico ligado a IA e experimentação. O relatório Octoverse, do GitHub, mostra que Python se tornou a linguagem mais usada na plataforma, impulsionada pelo avanço de projetos ligados a dados e inteligência artificial. O mesmo relatório aponta que o uso de Jupyter Notebooks cresceu mais de 170% desde 2022 e 92% no último ano medido, além da criação de mais de 70 mil novos projetos públicos de IA generativa em 2024.

Esses dados não dizem apenas que o universo técnico está aquecido. Eles mostram que a cultura de prototipagem, teste, simulação e construção iterativa está cada vez mais central, o que aproxima tecnologia de áreas criativas, visuais, narrativas e orientadas à experiência.

É nesse ponto que carreiras mais híbridas ganham um valor especial. Há formações e trajetórias que, à primeira vista, podem parecer muito diferentes entre si, mas que compartilham algo essencial: a capacidade de articular sistema e sensibilidade, lógica e narrativa, estrutura e experiência.

Em um mundo em que produtos digitais, marcas, serviços, plataformas e ambientes interativos passam a disputar atenção e relevância ao mesmo tempo, esse perfil híbrido deixa de ser exceção e começa a se tornar referência.

O que isso significa para sua carreira?

Talvez a leitura mais madura sobre o futuro do trabalho não esteja na pergunta “quais profissões vão crescer?”, mas em outra: “que tipo de profissional será capaz de transformar mudança em valor?”. A resposta parece apontar menos para especialistas encapsulados e mais para pessoas capazes de fazer pontes entre tecnologia e negócio. Entre criatividade e resultado. Entre dado e decisão. Entre experiência e estratégia.

Esse tipo de combinação não elimina a importância da profundidade técnica. Pelo contrário. Ela exige base sólida. Mas mostra que profundidade, hoje, vale ainda mais quando consegue dialogar com outras camadas da realidade.

No fim, é isso que transforma inovação em impacto. Não é o brilho isolado de uma tecnologia, nem a sedução automática da novidade, mas a capacidade de conectar diferentes competências para produzir resultado real. Em um mercado que frequentemente confunde velocidade com relevância, talvez as carreiras mais importantes sejam justamente aquelas capazes de unir visão, repertório e execução sem tratar nenhuma dessas dimensões como acessória.

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Autor: André Maluf é professor e coordenador das  graduações em Administração e em Gestão de Inteligência Artificial na FIAP, consultor em educação corporativa e empreendedor. Tem trajetória consolidada em comunicação, planejamento, vendas e inovação, com experiência junto a empresas como Santander, BMW, Banco Carrefour e Google em iniciativas de estratégia, posicionamento e transformação. Mestre em Administração com pesquisa em Finanças e Estratégia, MBA em Gestão de Negócios e graduado em Administração com ênfase em Marketing. Acredita que o melhor conhecimento é aquele que gera impacto real. Nas horas livres, aprecia viagens, esportes e vinhos — e tem na família: Chris, Dudu e a pequena Mariá, seu principal alicerce. – LinkedIn | E-mail

Imagem de Redação FIAP

Autora

Redação FIAP

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