Vencedora do Call to innovation 2015 na Singularity University

2 de julho de 2015
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A vencedora do concurso Call to innovation 2015 , Mariana Vasconcelos, já começou o Graduate Studies Program 2015 (GSP15) na Singularity University (SU). Este ano, a competição teve como tema a crise hídrica. Com o projeto AgroSmart, que ajuda a evitar o desperdício de água em plantações agrícolas, Mariana garantiu uma vaga no GSP15 da SU, que acontece dentro de uma base da NASA. “Depois de muita preparação e ansiedade, chegou a tão esperada hora. Já cheguei na SU, e, enfim, começou a temporada que promete ser as 10 semanas mais agitadas da minha vida” comemorou a vencedora.

O curso tem 80 participantes representando um total de 44 países e dessa vez com 50% de participação feminina. A cerimônia de abertura contou com Muhammad Yunus, considerado o pai dos negócios sociais e do microcrédito, além de ser o vencedor do Nobel da Paz em 2006. “Como lição da noite, aprendi que nenhuma teoria é capaz de parar o ser humano” disse Mariana. Após a cerimônia, os estudantes receberam um broche como reconhecimento oficial para a entrada na considerada “família da Singularity University”, formada por seus fundadores, colaboradores, alunos e ex-alunos.

Primeira aula

Já na primeira aula na SU, foram apresentadas as trilhas acadêmicas e os desafios globais que vão ser estudados durante o GSP15. Serão duas trilhas, uma de Ciências e Tecnologia e outra de Apoio. Em Ciências e Tecnologia, os conteúdos são: Inteligência Artificial e Robótica, Biotecnologia e Bioinformática, Medicina e Neurociência, Nanotecnologia e Fabricação Digital, Redes e Sistemas de Computadores, Energia e Sistemas Ambientais e Espaço e Ciências Físicas. Em Apoio, os temas abordados serão: Design, Empreendedorismo, Finanças e Economia, Futurismo e Sistemas de Previsão e Política, Lei e Ética. Os Desafios Globais incluem Educação, Energia, Meio Ambiente, Desastres, Comida, Saúde, Governança, Prosperidade, Segurança, Espaço e Água.

A primeira atividade prática proposta foi uma “caça ao tesouro”. As equipes divididas tinham a missão de encontrar 10 adesivos da SU espalhados pelo NASA Ames Research Park. “O trabalho foi cansativo, pois o campus é muito grande, mas foi muito divertido. Ao final, a lição que ficou é a de que não estamos aqui para competirmos um com os outros, mas sim vencer as nossas próprias dificuldades e conseguir trabalhar em grupo” explicou Mariana.

Ainda no primeiro dia de aula, Peter Diamandis falou sobre “moonshot mindset”, um conceito que diz que você deve tentar ser 10 vezes maior ao invés de 10% maior, como a maioria das pessoas costumam pensar. “Para Diamandis, o moonshot mindset força as pessoas a resolverem novos problemas, desenvolverem novas habilidades e descobrirem novas oportunidades de negócio. Ele também discutiu alguns fatores que ajudam no sucesso de Startups, entre eles: ter um propósito bem definido; possuir um time pequeno; ter autoridade, autonomia e flexibilidade.

Mariana também teve a oportunidade de conversar com Muhammad Yunus e o CEO da Yunus Social Business, Saskia Bruysten. “Yunus ressaltou que precisamos introduzir o conceito de negócios sociais para os jovens e devemos dar opções para que eles descubram suas verdadeiras paixões. Como conclusão, o professor destacou que o empreendedorismo é algo natural do ser humano e que os bons líderes são aqueles que preparam o terreno para os próximos líderes, das próximas gerações” contou Mariana.

Os desafios do projeto

Mariana já começou a conhecer o conteúdo das trilhas acadêmicas e dos desafios globais. Um dos professores, o Brad Templeton, conversou um pouco sobre a revolução das redes e dos sistemas de computadores. “Discutimos sobre os fatores que permitem o uso da computação como tecnologia exponencial. Entramos na tendência da Internet das Coisas como ferramenta para o aumento da produtividade e geração de informações” relatou a vencedora.

Em seguida, o professor Fred Weber explicou melhor o conceito da Lei de Moore e a evolução dos circuitos integrados e semicondutores. “Agora chegou a hora de conhecer melhor os desafios globais e como a Singularity University os entende. Para eles, os desafios envolvem três dimensões: garantir que todas as pessoas tenham as necessidades básicas supridas; sustentar e melhorar a qualidade de vida e mitigar riscos futuros” contou Mariana.

Ainda neste encontro foi lançada a seguinte pergunta: “Se o sucesso ou o fracasso deste planeta e da humanidade dependessem de como eu sou e do que eu faço… Como eu seria? O que eu faria? ” (Buckminster Fuller). Para continuar a inspiração, os alunos conheceram Christopher Fabian, responsável pelo departamento de inovação da UNICEF. Para ele, existem 5 áreas de impacto que devem ser consideradas: transporte, dados pessoais, aprendizado, identidade e dinheiro.

“Encerramos com a fala de Cris que diz: ‘Nós criamos para o futuro. Mas precisamos criar agora! Precisamos criar agora coisas que mostrem o potencial do que o futuro pode ser! ’” concluiu Mariana.

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