2° dia da FIAP na SxSW

13 de março de 2017

A FIAP está no Texas (EUA), participando do SxSW, um dos maiores festivais de criatividade, inovação e tecnologia do mundo. Os maiores players de tecnologia e empreendedorismo, além de marcas que desenvolvem grandes inovações, estão no evento para discutir as principais tendências e direções desta área no mundo. Inteligência Artificial, Realidade Virtual, Realidade Aumentada e Healthtech prometem ser os temas mais discutidos nesta edição. Confira os destaques do 2° dia.

Diário de bordo, dia 2 do SXSW:

 Design de Experiência com a Disney: É quase uma unanimidade dizer que a Disney é hoje uma das mais importantes empresas que trabalha com design de experiência de usuários. Com o avanço da tecnologia, os principais executivos da empresa afirmam que “há muito mais mágica se tornando real com o auxílio das tecnologias emergentes”. Joe Rohde, vice-presidente de engenharia, pesquisa e desenvolvimento da Disney, a “Imagineering”, apresentou novos projetos usando inteligência artificial e machine learning. O foco da empresa precisou ser aprofundado nas características e personalidade dos personagens. Para criar experiências únicas e personalizadas, a Inteligência Artificial está ajudando a moldar a personalidade de cada um dos personagens. Uma grande evolução na animatrônica também foi apresentada, com atuadores e sensores que a cada nova interação com o público aprendem a ser mais efetivos em dominar o design da experiência.

 Design in Technology – Report 2017: Hoje, a grande maioria dos produtos e serviços tecnológicos de sucesso possuem um balanço ideal entre o design e a engenharia, criando um uma mistura perfeita de forma e função. A apresentação realizada por John Maeda, Global Head of Computational Design da Automattic, percorreu os avanços em design de tecnologias a partir de 2015. Em sua visão, os dispositivos móveis e o consumismo tecnológico em massa explicam o aumento da relevância do design. Outro movimento relevante foi a aquisição de agências de design por grandes empresas de consultoria, como McKinsey e Accenture. Com o lançamento de gadgets e seu próprio telefone – o Pixel – a Google também entre nesta onda e promete ser um player relevante.

Machine Learning – The Art of Explore vs. Exploit: A Pandora, uma plataforma de streaming de músicas que utiliza machine learning para a recomendação de músicas para usuários, apresentou seu projeto “Music Genome”. A iniciativa busca criar uma espécie de genoma das músicas e, a partir da sua interação com cada uma das faixas, fazer correlações e aprender quais artistas e faixas podem ser recomendados para seus usuários. Principalmente quando falamos de machine learning para preferências musicais, a questão é quando devemos apresentar ao usuário algo muito similar às suas preferências atuais (exploit) e quando apresentar novas opções fora do seu padrão atual de conhecimento (explore). A Pandora abriu sua caixa e apresentou a lógica de programação e de inteligência, que permite que eles sejam hoje uma das mais relevantes opções de streaming de músicas do mundo.

 Mythbusters – How IBM Watson “Really” Works: As tecnologias cognitivas, muitas vezes reconhecidas como o Watson, estão se tornando cada vez mais populares. Mas, ainda existem muitos mitos sobre sua capacidade atual e, principalmente, os próximos passos do desenvolvimento tecnológico da plataforma Watson. A proposta foi fazer uma sessão de desmitificação com Rob High – que é vice-presidente e CTO da IBM Watson – para tirar dúvidas sobre como a IBM está pensando seu futuro. A mente humana que comanda a área de tecnologias cognitivas da IBM começou sua fala com um uma frase simples e poderosa: “as tecnologias cognitivas foram criadas para permitir que o ser humano possa evoluir ainda mais em sua capacidade cognitiva”. Novas funções e aplicações estão no forno – as análises de personalidade, tom e emoção serão cada vez mais potentes e permitirão personalizações antes não possíveis nas aplicações do Watson. As quatro áreas fundamentais para as aplicações são a linguagem, o reconhecimento de fala, a visão e a empatia.

 Bot best practices: Em 2016, os bots foram uma grande tendência, com lançamentos de plataformas de chatbots do Facebook, Slack e Kik. Empresas de diversos segmentos estão buscando desenvolver os bots para que eles se tornem mais inteligentes e úteis aos usuários. O fato de os usuários terem diminuído  download de aplicativos (2/3 dos usuários não baixou nenhum app no último mês), a relevância é uma questão chave no desenvolvimento destas aplicações. Os bots permitem a criação de uma relação mais profunda com os usuários, sem grandes preocupações com design de interface e criação de contas ou download de um arquivo. As dicas para o desenvolvimento de chatbots são: considere que a velocidade e a forma como a conversa acontece é essencial para o usuário – afinal, ele quer ter a experiência de estar conversando com alguém; comece de forma mais simples, defina um propósito inicial e busque atingi-lo; conheça profundamente sua audiência e como ela gosta de se comunicar; seja social e garanta que o usuário tenha uma experiência próxima da realidade de conversar com outro ser humano.

Panasonic House @ SxSW: Em uma iniciativa disruptiva em relação aos seus concorrentes presentes no SxSW, a Panasonic decidiu criar um espaço de demonstração para as propostas de spinoffs de seus funcionários. A empresa possui um programa que fomenta a criação de novos produtos a partir de seus colaboradores, que podem apresentar suas ideias para a companhia e ganhar crédito e tempo para implementarem um protótipo. Alguns destes protótipos foram apresentados na Panasonic House, com o objetivo de coletar feedback de usuários early-stage. Desta forma, ao final do festival, eles terão preciosos dados sobre quais das iniciativas de seus funcionários teve maior aceitação do público.

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