Profissões do futuro: tecnologia é quem dita as regras

16 de dezembro de 2020
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Com o avanço tecnológico, surgem novos empregos de uma forma mais veloz. Independente das profissões que irão dominar o mercado de trabalho no futuro, é necessário se manter atualizado e investir nos estudos.

O mercado de trabalho vem se modificando rapidamente. Enquanto algumas profissões vão desaparecendo, outras vão surgindo. Isto sempre ocorreu, mas devido ao avanço tecnológico, as mudanças agora acontecem de forma mais veloz e significativa. Segundo especialistas, nos próximos oito anos surgirão empregos que hoje são difíceis de imaginar. 

A Cognizant, multinacional norte-americana de tecnologia, realizou um estudo, em 2018, que lista 21 profissões do futuro. A publicação traz tendências para o mercado até 2028 e é revisada periodicamente. A tecnologia é quem dita as alterações neste cenário de profissões, sendo algumas vezes a grande protagonista (trabalhos que irão utilizar alta tecnologia) e outras vezes, coadjuvante (sendo um efeito colateral em profissões que usam menos tecnologia). Abaixo, três destas profissões que entraram para a lista da empresa: 

Curador de memórias pessoais:
Através de uma curadoria que envolve pesquisas em redes sociais, fotos e fontes históricas, é possível recriar cenários e experiências, utilizando Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR). Combinando ambientes multiprojetados com imagens realistas, sons e outras sensações que simulam a presença da pessoa em um ambiente familiar ou tempo específico, é possível fazer com que uma pessoa com Alzheimer, por exemplo, revisite a casa em que passou a infância.   

Alfaiate digital:
A novidade presente na já conhecida profissão de alfaiate é o equipamento usado: um scanner que possibilita registrar o corpo de uma pessoa e ter todas as medidas tiradas. Desta forma, é viável produzir, customizar ou até mesmo desenhar roupas sob medida, inclusive à serviço de lojas que funcionam exclusivamente on-line. Além disso, com o avanço do e-commerce, o profissional pode ir virtualmente até a casa do cliente e fazer os ajustes em peças que foram compradas pela internet. 

Especialista em edge computing:
Edge computing (computação de borda) surgiu para otimizar o uso dos dispositivos eletrônicos que podem ser conectados à internet (IoT). Na Internet das Coisas, os dispositivos recolhem os dados e os enviam para a nuvem de processamento. Já com o uso da edge computing, os dados são “classificados” de forma local e os que podem ser processados ali mesmo são separados, diminuindo o tráfego para a nuvem. Desta forma, o tempo de resposta fica melhor e se economiza largura de banda. 

Presenciar uma evolução tão grande da tecnologia pode assustar. Visão computacional, aprendizado de máquina, internet das coisas, inteligência artificial e robótica parecem impossíveis de serem superadas por algum ser humano. Porém, o cenário é mais otimista. “A boa notícia é que sempre será preciso um homem para programar e fazer a manutenção da máquina. E mais: o surgimento dos robôs também abre espaço para novos problemas, que, de novo, vai depender de homens para serem solucionados”, afirma Roberto Wik, diretor da indústria e varejo da Cognizant no Brasil. 

A forma de não ser substituído por um robô é executando tarefas que não podem ser executadas por eles. Quanto mais manual for um trabalho, maiores são as chances de serem feitos por máquinas, mas até os que são menos manuais irão passar por mudanças. Para acompanhar estas alterações no futuro, é necessário se manter atualizado e investir nos estudos. Um  exemplo  são os cursos nas áreas de Tecnologia da Informação como as mais novas graduações do Centro Universitário FIAP: Inteligência Artificial e Computação em Nuvem, que terão as primeiras turmas em 2021.  

Para os profissionais já graduados, os MBAs podem ser uma boa forma de se manterem atualizados, como o Tech-Driven Leadership, para quem já é líder, mas almeja percorrer mais alguns degraus na escalada empresarial. Ou o novo UX Design Strategy, já que pensar em experiência do usuário é uma necessidade estratégica. 

 

Por: Giulia Andrade