Profissões em alta em 2022: setor de tecnologia domina ranking

14 de fevereiro de 2022
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O desafio do mercado de tecnologia continua sendo suprir a alta procura por mão de obra especializada

Após quase dois anos de pandemia, o home-office e o modelo híbrido já estão consolidados na maioria das empresas. Se a tecnologia já estava transformando o mercado por si só, a adaptação e o investimento necessários para possibilitar o trabalho em casa aumentou ainda mais o protagonismo do setor de TI. 

Demandas ligadas à experiência do usuário, gerenciamento de grande quantidade de dados e cibersegurança vão crescer cada vez mais. Por isso, profissões ligadas à área de TI são a maioria entre os 25 empregos em alta em 2022, de acordo com pesquisa do site LinkedIn: Recrutador especializado em tecnologia; Engenheiro de confiabilidade de sites; Engenheiro de dados; Especialista em cibersegurança; Gestor de tráfego; Engenheiro de machine learning; Cientista de Dados; Analista de Desenvolvimento de Sistemas; Engenheiro de Robótica; Desenvolvedor Back-End; Consultor de Gestão de Dados. 

Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina, comenta que a necessidade das empresas por cargos de tecnologia aumenta ano após ano, o que impacta as competências mais procuradas nos profissionais. Beck afirma que mesmo as habilidades comportamentais ainda sendo essenciais, há uma procura maior por especialização na área de TI. Ou seja, o desafio do mercado de tecnologia continua sendo suprir a alta procura por mão de obra especializada. Segundo relatório da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação de Tecnologias Digitais (Brasscom) realizado em dezembro, 53 mil profissionais de tecnologia se formam por ano, enquanto a demanda média anual é de 159 mil. 

Para preencher as mais de 106 mil vagas que estão em déficit no setor, é necessária uma especialização em tecnologia. O mais indicado seria um curso de graduação em TI. O Centro Universitário FIAP, por exemplo, oferece cursos tecnólogos focados em áreas de TI, com duração de dois anos e os cursos de bacharelado, com formação ampla na área e duração de quatro a cinco anos. 

Para um profissional já graduado, existe a possibilidade de se especializar em cursos de pós-graduação. “Este cenário de vagas em aberto na área de tecnologia tende a ficar ainda mais deficitário. Por isto, muitas pessoas estão buscando reorientar suas carreiras para a área de TI e a pós-graduação pode ser uma das formas de alcançar este objetivo”, afirma Guilherme Pereira, diretor acadêmico dos cursos de MBA da FIAP.

Se o profissional busca sua especialização como desenvolvedor, cursos como o de Full Stack Development ou até mesmo o de Engenharia de Software podem ser o caminho. “Para a área de dados, o curso de Big Data ou de Business Intelligence podem ser uma porta de entrada, enquanto os de Engenharia de Dados, Inteligência Artificial & Machine Learning e o de Data Science exigem um pouco mais de domínio inicial do aluno no tema”, conclui Guilherme Pereira.

 

Por: Giulia Andrade

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